Estivemos na Fenalaw 2026 por mais um ano e aproveitamos os dias de evento para reencontrar clientes e conversar com quem estava conhecendo a Verifact. No estande, ouvimos experiências de uso da plataforma e apresentamos nosso trabalho a novos profissionais. No palco, compartilhamos com a Fatal Model casos que mostram como a preservação de provas digitais faz parte da rotina de um departamento jurídico.
A palestra aproximou o público de problemas que exigem agilidade: endereços que imitam uma marca, páginas que reproduzem conteúdo sem autorização e redirecionamentos que levam visitantes a sites de terceiros. Essas situações orientaram a conversa sobre como documentar o que aconteceu antes que o conteúdo seja alterado ou desapareça.
Verifact e Fatal Model no palco
Nossa CEO e cofundadora, Regina Acutu, recebeu João Victor Miranda Gonçalves, gerente jurídico da Fatal Model, para uma conversa sobre proteção de marca e o uso de provas digitais nos casos enfrentados pela empresa.
João explicou que terceiros se aproveitam do nome e da credibilidade da plataforma para diferentes práticas, como desviar visitantes ou aplicar golpes. Embora os objetivos variem, a semelhança com a marca pode fazer o usuário acreditar que está acessando o serviço oficial.
Segundo o relato do gerente jurídico, o receio de exposição também pode levar vítimas de fraudes no mercado adulto a não denunciar o ocorrido. Esse contexto exige que a empresa acompanhe os usos indevidos de sua marca e atue para reduzir os riscos aos usuários.
Um endereço parecido pode levar a outro site
Um dos casos mostrou como uma pequena diferença na escrita de um domínio pode passar despercebida. Quem pretendia acessar o site oficial da Fatal Model, cujo endereço é fatalmodel.com, podia digitar um endereço semelhante e acabar em uma página concorrente.
No episódio apresentado, esse redirecionamento levava a um site que exibia fotos com a marca-d’água da empresa. A equipe usou a Verifact para documentar tanto o caminho da navegação quanto as imagens, antes de notificar os responsáveis.
Depois da notificação, o redirecionamento foi desfeito. O registro anterior, porém, permitiu preservar o que estava disponível quando a equipe identificou o problema.
Conforme o material apresentado na palestra, uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a remoção e a abstenção de uso da marca e das fotos, no processo nº 4072463-86.2025.8.26.0100. Nesse caso, o caminho percorrido até a página ajudava a explicar como o visitante chegava ao conteúdo.
A reprodução da identidade visual
Outro caso envolveu três domínios que imitavam o nome e a identidade visual da Fatal Model. Para documentar a situação, a equipe reuniu registros feitos com a Verifact e consultas sobre os domínios, relacionando os endereços à infraestrutura de hospedagem.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a entrega de dados cadastrais e de conexão em 48 horas, no processo nº 5018801-40.2026.8.21.0022. Esse prazo se referia ao fornecimento das informações, não à retirada dos sites do ar.
A apresentação também abordou uma plataforma estrangeira que, segundo o material, violava a propriedade intelectual da empresa. A ação foi instruída com registros da Verifact, mas as partes e as decisões não foram detalhadas por causa do sigilo processual.
Por que registrar antes de notificar?
O responsável por uma página pode alterar ou remover o conteúdo depois de receber uma notificação. Por isso, na rotina descrita por João, a equipe registra as evidências antes de discutir as medidas seguintes.
Esse cuidado orienta a coleta de provas digitais de conteúdos da internet, em que a origem, o contexto e a integridade do material precisam ser considerados.
O método apresentado na palestra organiza o trabalho em quatro etapas:
- Detectar: identificar possíveis violações por meio do monitoramento da marca, do trabalho antifraude e de relatos de usuários;
- Registrar: documentar o conteúdo e o caminho de navegação antes que sejam alterados;
- Notificar: comunicar os responsáveis com base no material preservado;
- Judicializar: adotar as medidas judiciais cabíveis, conforme a análise de cada caso.
O próprio time jurídico tem autonomia para fazer os registros. João contou que, muitas vezes, recebe a informação sobre uma possível violação já acompanhada do relatório. Assim, a equipe consegue avaliar como agir com a documentação disponível.
O relatório ajuda a explicar o que aconteceu
Durante a palestra, João destacou que os relatórios também ajudam a apresentar os fatos a quem não acompanhou o problema desde o início.
Em situações que envolvem páginas semelhantes e redirecionamentos, uma imagem isolada pode deixar informações de fora. O registro da navegação permite mostrar qual endereço foi acessado e o que apareceu em seguida.
Na experiência compartilhada pela Fatal Model, essa documentação auxilia o jurídico a explicar a sequência dos acontecimentos. O registro de provas digitais com a Verifact apoia o trabalho da equipe, enquanto a escolha das medidas depende da análise de cada caso.
Novos contatos e reencontros no estande
As experiências compartilhadas na Fenalaw também apareceram nas conversas do estande. Recebemos muitos clientes que passaram para contar como a Verifact tem impactado seu dia a dia e conhecemos profissionais que ainda não haviam usado a plataforma.
Para quem estava chegando, foi uma oportunidade de tirar dúvidas e entender como a coleta de provas digitais poderia fazer parte de sua rotina. Para nós, ouvir essas pessoas ajudou a conhecer melhor suas necessidades e a aproximar o contato que, muitas vezes, acontece apenas pela internet.
Alguns clientes também gravaram depoimentos para as nossas redes sociais. Essas histórias serão compartilhadas ao longo dos próximos dias, com relatos de quem usa a Verifact e reservou um tempo para dividir sua experiência.
Estar na Fenalaw por mais um ano nos permitiu fortalecer relações e começar outras. Agradecemos a quem acompanhou a palestra e passou pelo estande. Nos próximos dias, parte dessas conversas chegará também a quem nos acompanha nas redes.
