Redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas de vídeo e ferramentas de inteligência artificial transformaram completamente a forma como informações circulam durante períodos eleitorais.
Com a aproximação das eleições para presidente 2026, cresce também a preocupação com a disseminação de conteúdos falsos, manipulações digitais e ataques virtuais. Deepfakes, perfis falsos, desinformação em massa e conteúdos tirados de contexto são apenas alguns dos desafios que devem marcar o cenário eleitoral dos próximos anos.
Nesse contexto, as provas digitais ganham um papel cada vez mais relevante. Afinal, como registrar conteúdos publicados na internet de forma confiável, assim como preservar evidências de desinformação, discursos manipulados ou ataques digitais?
Neste post, vamos entender melhor a importância do registro seguro de provas digitais relacionadas a crimes eleitorais nas eleições de 2026. Boa leitura!
Eleições 2026: quais cargos estarão em disputa?
Além do debate digital, as eleições de 2026 também devem movimentar o país pela relevância dos cargos em disputa. Na corrida eleitoral deste ano, os brasileiros deverão votar para:
- Presidente da República
- governadores
- senadores
- deputados federais
- deputados estaduais
Por isso, temas relacionados à integridade da informação, segurança digital e preservação de conteúdos online tendem a ganhar ainda mais relevância ao longo do período eleitoral.
Para se ter uma ideia, o Google Trends (plataforma que mede o crescimento de termos buscados na internet) “eleições 2026 data”, “eleições 2026 quais cargos” e “próximo presidente do Brasil 2026” já apresentam aumento gradual do interesse público.
2° dia de testes públicos de segurança dos sistemas eleitorais, realizado pelo TSE em outubro de 2025. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE. O ambiente digital e as eleições brasileiras
Segundo dados da pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mais de 84% dos brasileiros possuem acesso à internet. Além disso, o país está entre os que mais utilizam redes sociais no mundo, tornando o ambiente digital um dos principais espaços de circulação de informação política.
O Brasil é o país em que a fonte de informação principal das pessoas é o WhatsApp: cerca de 79% da população costuma utilizar o aplicativo para saber das últimas notícias. Isso acaba se potencializando no período eleitoral.
Antes nas rádios, emissoras televisivas e jornais impressos, a discussão política em 2026 acontece na internet, mais especificamente no smartphone. O risco por informações enganosas, as chamadas fake news, aumenta.
Fake news e eleições
O debate sobre fake news em períodos eleitorais não é novo, mas ganhou ainda mais força nos últimos anos. O motivo? A disseminação das plataformas de inteligência artificial, que impulsionaram a criação de conteúdos, inclusive de crimes eleitorais.
Para se ter uma ideia, de acordo com o levantamento do Fórum Econômico Mundial, a desinformação gerada e impulsionada por inteligência artificial está entre os principais riscos globais de curto prazo para sociedades e governos.
Durante processos eleitorais, esse cenário se torna ainda mais sensível. Informações falsas podem impactar reputações, influenciar debates públicos e gerar confusão sobre fatos relevantes.
No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já vem ampliando iniciativas voltadas ao combate à desinformação e à proteção da integridade eleitoral. O próprio avanço da tecnologia tornou o desafio mais complexo, principalmente com a popularização de ferramentas capazes de criar vídeos, áudios e imagens sintéticas extremamente realistas.
Deepfakes e manipulações digitais
Entre os temas que mais preocupam especialistas para as eleições 2026 está o crescimento dos deepfakes.
Entre 2022 e 2023, o país registrou um crescimento de 830% em crimes com deepfake, de acordo com o Relatório de Fraude de Identidade 2023 da Sumsub. No Distrito Federal, os números também impressionam: houve um aumento de 900% nos últimos três anos.
O crime geralmente é direcionado a pessoas físicas e figuras públicas em contextos de pornografia de vingança, criação de falsos testemunhos, extorsão, difamação e fraudes que exploram a imagem e voz de pessoas comuns.
Em um contexto eleitoral, isso representa um desafio significativo. Um vídeo falso ou um áudio manipulado pode se espalhar rapidamente antes mesmo de qualquer verificação.
Além disso, muitas dessas publicações acabam sendo apagadas logo após a repercussão inicial, dificultando a preservação do conteúdo original e a análise posterior do material. Ou seja, a prova digital pode ser eliminada antes mesmo da coleta.
Crimes relacionados a deepfakes tendem a aumentar nas eleições 2026. Qual o papel das provas digitais nas eleições de 2026?
Em um ambiente onde conteúdos podem ser editados, apagados ou compartilhados em larga escala em poucos minutos, registrar corretamente o que foi publicado passa a ser uma necessidade relevante para diferentes contextos, principalmente para registrar crimes eleitorais em tempo hábil.
Isso pode incluir:
- conteúdos potencialmente falsos ou manipulados
- publicações apagadas posteriormente
- ataques coordenados em redes sociais
- perfis falsos
- conteúdos desinformativos
- materiais divulgados fora de contexto
- ameaças ou ataques virtuais relacionados ao debate político
O desafio está em preservar o contexto e os elementos técnicos relacionados à publicação original. Na prática, além de identificar a notícia falsa ou manipulada, é preciso agir em tempo suficiente para evitar que o conteúdo se apague.
Prints podem não ser suficientes
Durante períodos eleitorais, é comum que usuários façam capturas de tela (os chamados “prints”) para registrar conteúdos publicados na internet. Embora sejam úteis como documentação rápida, eles possuem limitações importantes.
Como se tratam de imagens estáticas, prints não preservam, por si só, diversos elementos técnicos relevantes relacionados ao conteúdo original. Além disso, podem ser editados, recortados ou apresentados sem o contexto completo da publicação.
Em cenários mais sensíveis, especialmente aqueles que envolvem desinformação, ataques digitais ou necessidade de análise técnica, isso pode gerar questionamentos sobre a confiabilidade do material.
Por esse motivo, cresce a importância de métodos de preservação digital capazes de registrar não apenas o conteúdo, mas também o contexto em que ele estava disponível.
A Justiça, por exemplo, aceita cada vez menos prints sem contexto e informações técnicas que comprovem sua origem. A Quinta e a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já se posicionaram sobre provas coletadas sem metodologia adequada.
Casos na Justiça comum também já demonstraram pouca tolerância com conteúdos de aplicativos, como o WhatsApp, por falta de confiança na prova.
O cenário, portanto, deixa uma mensagem clara: uma prova coletada e preservada sem mecanismos que assegurem sua origem se torna frágil quando apresentadas em juízo.
Simples prints de tela podem não ser suficientes para provar um crime eleitoral. Nas eleições, a agilidade é fator determinante
Uma frase isolada, um vídeo recortado ou uma imagem fora de contexto podem gerar interpretações completamente diferentes da situação original. Crimes eleitorais, portanto, são cada vez mais comuns.
Um dos principais desafios do ambiente digital é a velocidade com que os conteúdos são publicados e viralizados, alcançando milhares de usuários. Ainda assim, o impacto da postagem pode permanecer por muito tempo.
Essa dinâmica faz com que o tempo seja um fator importante no registro de provas digitais. Quanto mais rápido um conteúdo relevante é capturado, maiores são as chances de preservar o contexto original em que ele foi publicado.
Por isso, quando se fala em provas digitais, não se trata apenas de registrar um conteúdo, mas também de preservar elementos que ajudem a compreender:
- quando a publicação aconteceu
- onde ela estava publicada
- qual era o contexto da informação
- como o conteúdo foi apresentado originalmente
Esse cuidado tende a se tornar ainda mais importante em um cenário marcado pela circulação acelerada de informações e pelo crescimento de conteúdos manipulados digitalmente.
Como a Verifact® atua nesse cenário
A Verifact® atua na coleta e preservação técnica de conteúdos disponíveis na internet, permitindo registrar informações diretamente da fonte original dentro de um ambiente técnico controlado.
Isso significa que o processo não depende apenas de arquivos armazenados no dispositivo do usuário, mas da captura estruturada do conteúdo online no momento em que ele estava disponível.
Em um cenário desafiador como o das eleições de 2026, esse tipo de abordagem pode contribuir para preservar conteúdos relacionados a desinformação, perfis falsos, publicações apagadas, ataques digitais e outros materiais relevantes para análise posterior.
Mais do que apenas registrar informações, a preservação adequada de provas digitais ajuda a manter contexto, integridade e rastreabilidade em um ambiente onde conteúdos podem desaparecer rapidamente.
Como usar a Verifact® para registrar crimes eleitorais
Para utilizar a Verifact® em situações relacionadas a possíveis crimes eleitorais, o processo é simples:
O procedimento pode ser utilizado para registrar conteúdos publicados em redes sociais, páginas da internet, vídeos, comentários, mensagens e outros materiais acessíveis via navegador.
Em um cenário como o das eleições para presidente 2026, marcado pelo avanço da inteligência artificial, deepfakes, fake news e circulação acelerada de informações, preservar conteúdos digitais de forma estruturada tende a se tornar cada vez mais relevante para análise, documentação e eventual apuração dos fatos.
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