A internet é um organismo vivo e em constante mutação. Um site que hoje exibe uma oferta promocional ou uma informação societária, por exemplo, pode ser alterado em segundos, deixando para trás apenas a dúvida sobre o que estava escrito anteriormente. Nesse cenário, surge a necessidade de ferramentas que atuem como historiadores digitais.
Muitas pessoas buscam um site para ver sites no passado com o objetivo de recuperar evidências que foram apagadas propositalmente por uma contraparte em um processo judicial. O Wayback Machine, portante, é a solução mais conhecida para essa finalidade, funcionando como uma verdadeira biblioteca da memória digital.
Mas, afinal, como funciona a ferramenta? Ela é capaz de servir como uma prova confiável na justiça? Leia o conteúdo para entender melhor essa questão e usar o Wayback Machine no dia a dia. Boa leitura!
O que é o Wayback Machine?
Criado pelo Internet Archive, uma organização sem fins lucrativos dedicada à preservação da história da rede mundial de computadores, o Wayback Machine é um arquivo digital que armazena “retratos” de bilhões de páginas da web. Ele permite que qualquer usuário possa acessar sites antigos e visualizar como o conteúdo era exibido em uma data específica.
O objetivo do projeto é evitar que a memória da internet se perca. Como as páginas da web são efêmeras, essa ferramenta é fundamental para:
- Verificar o conteúdo de um site em um momento determinado do passado
- Recuperar informações de domínios que já saíram do ar
- Analisar a evolução da identidade visual ou das políticas de privacidade de uma empresa ao longo dos anos
- Ver site como era antes de uma modificação estratégica feita para ocultar provas
Campo para inserir a URL na página inicial do Wayback Machine.Como o Wayback Machine funciona?
O funcionamento dessa plataforma baseia-se em um processo chamado “raspagem” (crawling). Robôs da organização percorrem a internet continuamente, tirando capturas do código-fonte e das imagens dos sites e armazenando cópias em seus servidores nos Estados Unidos.
Se você precisa de um site que volta no tempo, o processo é simples. Para usá-lo, basta acessar o site oficial, digitar o endereço eletrônico desejado e clicar no botão “Browse History”. A partir daí, um calendário será exibido com todos os registros feitos ao longo dos anos.
Entendendo o calendário de registros
Ao navegar pelo calendário, você notará círculos coloridos em datas específicas:
- Círculos azuis: indicam que o registro foi bem-sucedido e a página está disponível
- Círculos verdes: representam redirecionamentos
- Círculos laranjas/vermelhos: mostram erros no momento da captura
Página que mostra o calendário do histórico de atualizações do site.Ao clicar em uma data circulada e selecionar o horário, o sistema carrega a versão daquele dia. Além disso, existe a aba “Changes”, que permite comparar duas versões do mesmo site para identificar exatamente quando e onde houve uma modificação de conteúdo.
O Wayback Machine pode ser usado como prova na Justiça?
Sim, o judiciário no Brasil tem aceitado o uso do Wayback Machine como elemento de prova, embora com ressalvas técnicas importantes. Um caso emblemático ocorreu na 2ª Vara do Trabalho de Itapecerica da Serra (SP).
Neste processo, a juíza titular utilizou o conteúdo arquivado para fundamentar uma decisão trabalhista. A magistrada constatou que a empresa ré havia modificado o conteúdo de seu site oficial em relação ao quadro societário com o claro objetivo de enganar o juízo e evitar responsabilidades financeiras. Ao acessar sites antigos da empresa, a fraude ficou evidente.
No entanto, é preciso cautela. O Wayback Machine não é considerado a fonte primária da informação. Ele é um replicador de conteúdo. Isso significa que, embora seja um indício forte, ele deve ser acompanhado de outras evidências, como e-mails e registros em redes sociais, para fortalecer a validade jurídica de provas digitais.
Os riscos e limitações de usar apenas o arquivo histórico
Apesar de ser um excelente “site que volta no tempo”, o sistema do Internet Archive possui vulnerabilidades que um advogado da contraparte pode explorar para impugnar a prova.
1. O conteúdo pode ser removido
Ao contrário do que muitos pensam, o registro no Wayback Machine não é eterno. O proprietário de um site pode enviar um e-mail para a organização solicitando a remoção permanente do histórico de seu domínio. Se você depende exclusivamente desse link para sua prova e o dono do site pedir a exclusão, sua evidência desaparecerá.
Proprietários de sites podem pedir exclusão do histórico à plataforma, o que pode apagar a prova que você precisa.2. Falhas na captura
Muitas vezes, o robô captura o texto, mas não consegue processar o layout, as imagens ou os scripts (como menus e vídeos). Isso gera uma visualização quebrada que pode ser contestada por falta de clareza ou contexto.
3. A fragilidade das prints
Muitos usuários cometem o erro de juntar apenas prints do Wayback Machine no processo. Como já consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), simples capturas de tela são apenas imagens sem metadados e podem ser facilmente manipuladas por softwares de edição, perdendo sua força probatória.
A importância de um meio de coleta de provas digitais seguro
Para que o conteúdo recuperado tenha real valor em um tribunal, ele deve ser preservado através de um processo forense. Isso envolve garantir a integridade e a imutabilidade do registro desde o momento em que ele é visualizado.
Diferente do Wayback Machine, que é um arquivo público e passível de exclusão, uma coleta pericial visa fornecer provas blindadas para o processo judicial, respeitando a cadeia de custódia da prova digital.
De acordo com o especialista Guilherme de Siqueira Pastore (2020), a evolução tecnológica exige prudência no reconhecimento da eficácia da prova. Para gerar confiança, é necessário um meio de coleta de provas confiável que mantenha as características originais do site, documentando o dia e o horário exato do acesso.
De acordo com um trecho do texto de sua autoria, a respeito da confiabilidade das provas digitais na Justiça, “[…] as premissas estabelecidas a respeito da prova inscrita em suporte físico não se distanciam do que se deve almejar em relação à prova digital. Procedendo-se à adequada decomposição analítica dos documentos em seu aspecto intrínseco, correspondente ao conteúdo, e o seu suporte material, como manifestação concreta e sensível (MARINONI; ARENHART, 2011, p. 255), nota-se que a evolução tecnológica tende sempre a propiciar o uso de novos suportes, sem, contudo, desnaturar a essência nem a finalidade do registro de um fato, que caracterizam a prova em função de seu conteúdo (MARCACINI, 1999, pp. 75-76) e, portanto, inspiram igual prudência no reconhecimento da sua eficácia. Não é dizer que o suporte do documento seja indiferente.“
Etapas de preservação de provas digitais atendidos pela plataforma da Verifact.Qual a diferença entre o Wayback Machine e a coleta técnica?
A principal diferença reside no objetivo e na metodologia. O Wayback Machine é um serviço de preservação histórica, enquanto um meio de coleta de provas digitais é um procedimento jurídico-tecnológico.
Enquanto você usa o site para ver sites no passado para localizar a informação, você precisa de uma ferramenta de captura para “selar” essa descoberta. Coletar o conteúdo do arquivo histórico apenas com prints deixa margem para questionamentos sobre fraudes. Já uma coleta técnica registra a “rota lógica” e o “hash” (identidade digital) do arquivo, tornando-o auditável.
Como a Verifact auxilia no registro de provas do Wayback Machine?
É neste cenário de necessidade de rigor técnico que a Verifact se destaca. A plataforma é um meio de coleta de provas digitais, alternativa moderna e eficiente à ata notarial, com ampla aceitação em todas as instâncias da justiça brasileira.
Se você encontrou uma prova crucial ao ver site como era antes através do arquivo histórico, você deve utilizar a Verifact para registrar esse acesso. O sistema não apenas tira fotos da tela, mas gera um dossiê técnico completo que inclui:
- Relatório Técnico Certificado (PDF): com todas as telas registradas.
- Vídeo da Navegação: com áudio, provando que você não alterou o código do site.
- Metadados Técnicos: endereços IP, logs de rede e rota lógica.
- Hash SHA-256: para garantir que o documento não seja modificado após a coleta.
A solução da Verifact segue as normas da ISO 27037 e preserva as etapas da cadeia de custódia previstas no Código de Processo Penal (Artigos 158-A e 158-B). Isso garante que sua prova do Wayback Machine seja aceita com o mesmo valor de uma prova pericial.
Verifact: passo a passo para registrar suas provas no Wayback Machine
Veja abaixo o passo a passo de como salvar o histórico de algum site no Wayback Machine para futura prova judicial com segurança e praticidade:
1️⃣ Acesse o site da Verifact®, faça login e compre créditos suficientes para sua sessão
2️⃣ Escolha o ambiente Websites
3️⃣ Leia as orientações ao longo da página e, ao final, clique em Iniciar registro
4️⃣ Inicie a sessão no ambiente seguro, acesse o site da Wayback Machine e faça o registro de todas as publicações desejadas
5️⃣ Quando terminar a coleta de todas as provas, clique em Concluir para finalizar a sessão
Viu como é fácil? Você pode usar a plataforma para registrar mensagens do Instagram, Facebook, Twitter, WhatsApp, redes sociais, e-mails e sites em geral com ampla validade jurídica.
A ferramenta pode ser usada por advogados, empresas, escritórios de advocacia, instituições públicas e pessoas físicas para coletar provas digitais em diversas situações legais, inclusive no registro de evidências referentes a conflitos no WhatsApp.
Por que utilizar a tecnologia da Verifact?
Utilizada por grandes escritórios de advocacia, A Verifact também tem ampla adesão de órgãos públicos como o Senado Federal, Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Advocacia-Geral da União (AGU) e Polícias Civis em todo o Brasil.
A plataforma impede fraudes durante a coleta e gera uma prova de anterioridade que o Wayback Machine isoladamente não consegue garantir. Em um mundo digital onde sites podem ser apagados e prints podem ser forjados, contar com um sistema patenteado e reconhecido pelo Judiciário é a maior segurança que um advogado ou pessoa física pode ter.
A ferramenta desenvolveu um sistema de captura técnica patenteado e alternativo à ata notarial, ao que se refere a conteúdos da internet, com plena validade jurídica e ampla aceitação na Justiça. Trata-se do único meio de coleta online de provas digitais com casos de aceitação em todas as instâncias do judiciário brasileiro.
O sistema segue normas forenses internacionais e impede fraudes ou manipulações no conteúdo, permitindo que internautas coletem as provas de forma ágil a partir de todas as etapas aplicáveis da cadeia de custódia do Código de Processo Penal.
Clique no banner abaixo e comece a usar a ferramenta agora mesmo. É prático, simples e econômico!

Texto original: 19/1//2023. Texto otimizado: 20/1/2026.