A prova digital deixou de ser um recurso para se tornar um dos principais aspectos em investigações criminais e processos judiciais ao redor do mundo.
A 7ª edição da Pesquisa Anual de Tendências da Indústria, publicada pela Cellebrite em 2026, ouviu mais de 900 profissionais de segurança pública em 63 países, entre investigadores, peritos, analistas, gestores de laboratório, promotores e líderes de agências.
Neste post, apresentamos as principais conclusões da pesquisa com foco nos dados voltados à importância, os desafios e o futuro das provas digitais. Boa leitura!
O que é a “Pesquisa de Tendências da Cellebrite 2026”?
A Cellebrite é uma das principais empresas globais em soluções de investigação digital, atuando em mais de 7.000 organizações dos setores público e privado.
Anualmente, a empresa divulga um estudo amplo que mapeia os desafios, as prioridades e as percepções dos profissionais que lidam diretamente com evidências digitais no dia a dia.
A edição de 2026 traz perspectivas de forças policiais locais, estaduais e federais, Defensorias Públicas, Ministérios Públicos e outras organizações ligadas à segurança pública.
Quais dados a pesquisa traz?
Os entrevistados estão distribuídos entre América do Norte (38%), Europa, Oriente Médio e África (27%), América Latina (17%) e Ásia-Pacífico (19%). Veja os principais insights do levantamento.
Veja alguns dos principais dados do levantamento pela empresa:
Resolução de casos
- 95% dos profissionais concordam que as provas digitais aumentaram significativamente a capacidade de resolução de casos.
O número apresenta um crescimento em relação a 2025 (83%) e 2024 (74%), mas não é coincidência. Trata-se de uma mudança estrutural na forma como a justiça vem lidando com evidências coletadas da internet.
Conforme os dispositivos digitais se tornaram parte inseparável da vida cotidiana, os rastros deixados em celulares, computadores, redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais passaram a ser a principal matéria-prima das investigações.
Demanda popular
- 97% dos entrevistados afirmaram que suas comunidades esperam que as evidências digitais sejam utilizadas na maioria ou em praticamente todos os casos.
A pesquisa traz um dado relevante: a população espera que as agências de segurança pública sejam capazes de coletar, preservar e apresentar provas digitais de forma responsável e transparente.
Para o ambiente jurídico brasileiro, onde o STJ registrou um crescimento de 16.200% nas decisões colegiadas envolvendo quebra de cadeia de custódia entre 2017 e 2025, esses números reforçam que a prova digital precisa ser tecnicamente robusta ou, caso contrário, será contestada.
O smartphone no centro das investigações
- 97% dos investigadores relatam que smartphones aparecem com frequência em seus casos.
Trata-se de um salto em relação aos 73% registrados em 2024. Em menos de dois anos, o celular deixou de ser um dispositivo comum nos processos para se tornar uma presença praticamente universal.
Smartphones aparecem como ponto-chave na maioria dos casos que envolvem provas digitais, de acordo com a pesquisa.
As investigações incluem, por exemplo, registros de chamadas, sistemas de videovigilância, leitores de placas de veículos, mensagens de aplicativos e redes sociais, entre outros.
Isso significa que quanto mais dispositivos e plataformas envolvidas, maior a necessidade de correlacionar informações e garantir que cada evidência foi coletada com rigor técnico.
Os maiores desafios apontados na pesquisa
O estudo também mapeou os obstáculos que ainda travam o uso eficaz de provas digitais, que acabam servindo de alerta para todos os profissionais da área, de investigadores a promotores e advogados.
Dispositivos bloqueados
- 56% dos dispositivos chegam bloqueados aos peritos e investigadores.
Isso significa que mais da metade dos celulares e equipamentos apreendidos não podem ser acessados imediatamente, criando gargalos que atrasam apurações inteiras.
Além disso, as atualizações frequentes dos sistemas operacionais exigem ferramentas e serviços especializados em constante avanço, um ciclo de investimento que nem todas as agências conseguem acompanhar.
Tempo de análise
- 68% apontam o tempo necessário para analisar os dados digitais como o maior obstáculo para o andamento dos casos.
Os investigadores lidam, em média, com 6 a 10 demandas ativas simultaneamente, o equivalente a aproximadamente 10 semanas de trabalho.
Os prazos de entrega permanecem longos: 50% dos peritos levam de 1 a 4 semanas para fornecer dados de dispositivos móveis, enquanto 31% levam mais de um mês.
Revisão manual
- Mais de 70% dos entrevistados ainda revisam evidências manualmente.
De acordo com a pesquisa, os profissionais recorrem a planilhas (28%), revisão de arquivos (30%) e outros meios não automatizados (14%). Apenas 28% utilizam ferramentas de análise investigativa específicas.
Inteligência artificial: o futuro das investigações digitais
A pesquisa revela uma convicção crescente entre os profissionais: a inteligência artificial tem potencial real para transformar o ritmo das investigações digitais. 65% dos entrevistados acreditam que a IA pode acelerar investigações, e 78% afirmam que ferramentas de investigação melhores aliviariam a pressão sobre o volume de casos.
É importante notar, porém, que os profissionais enxergam a IA como um assistente que amplifica capacidades humanas, e não como substituto do julgamento e da experiência do investigador.
Ferramentas de Inteligência Artificial, como o Chat GPT, foram apontadas como plataformas que podem otimizar o trabalho de profissionais de investigação. O objetivo é liberar os profissionais das tarefas burocráticas e repetitivas para que possam se concentrar no que fazem melhor: avaliar a relevância das evidências, construir narrativas fundamentadas e comunicar conclusões com clareza e precisão.
Conclusão: qual o impacto da pesquisa para o futuro das provas digitais?
O crescimento exponencial nas decisões do STJ sobre cadeia de custódia, a posição do TST sobre a necessidade de verificação técnica de mensagens do WhatsApp e os debates em curso na Câmara dos Deputados sobre legislação específica para provas digitais são reflexos locais de uma tendência global.
No Brasil, onde o WhatsApp está presente em 99% dos celulares e as disputas judiciais envolvendo comunicações digitais crescem a cada ano, a pesquisa da Cellebrite reforça uma realidade que os profissionais do direito já conhecem.
A prova digital que não for coletada com rigor técnico, preservada com cadeia de custódia documentada e apresentada de forma clara terá grandes chances de ser impugnada. Ou seja, não basta ter a prova, é preciso que ela seja coletada da forma certa.
Metadados preservados, origem rastreável, cadeia de custódia documentada e ausência de qualquer possibilidade de manipulação são os requisitos mínimos para que uma evidência digital resista ao escrutínio judicial.
Verifact e a segurança das provas digitais
A Verifact® foi desenvolvida precisamente para garantir esses requisitos. A plataforma realiza a captura diretamente da fonte original, preserva todos os metadados técnicos, documenta a cadeia de custódia e gera relatórios aceitos nas três instâncias do judiciário brasileiro.
É a solução utilizada pelo Senado Federal, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ministério Público Federal (MPF), Polícias Civis e pela Advocacia-Geral da União (AGU), além de diversos escritórios de advocacia, empresas privadas e pessoas físicas pelo Brasil.
Hoje, é a única ferramenta online para registro de provas da internet validada por testes de cibersegurança, pesquisas de concorrência e por diversos órgãos públicos, como Ministérios Públicos, Tribunais Eleitorais e Polícias Civis.
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